sábado, 11 de maio de 2013

O SOL




Diz Konstantim E. Tsiolkovsky, cientista hodierno nas pesquisas sobre o astro-rei, que: 

“Os homens não permanecerão na Terra para sempre, mas nas suas buscas de Luz e Espaço, penetrarão primeiro, timidamente, além da nossa atmosfera, e, mais tarde, conquistarão, para si, todo o Espaço perto do Sol.” 

Por seu lado, uma criança de hoje – um dos futuros homens de amanhã – vê o sol como o desenho anexo nos mostra.

Quanto a nós e ao que nos é dado a conhecer, diremos que, não raro, vamos além do possível, mas não cremos que nas mais próximas gerações seja exequível a conquista a que se refere Tsiolkovsky. 

Já não tanto pela distância que nos separa da estrela centro do nosso sistema, mas, principalmente, pela dificuldade em encontrar materiais suficientemente resistentes para que seja viável a qualquer meio terrestre aproximar-se do Sol.

Passando aos dados objectivos, necessariamente expressos em números, se não inconcebíveis, pelo menos dificilmente compreensíveis, que correspondem às dimensões, às características, às reacções químicas, às radiações e deixaremos todo o resto livre para a sua imaginação.

Assim: 

O Sol ocupa mais de 98% de todo o sistema que influencia. 

Se quiséssemos ocultar o disco que vemos, necessitaríamos 109 Terras e no seu interior caberiam 1.300.000 planetas como o nosso. 

Em números absolutos, a massa do Sol, em kg, é expressa pelo número 1.989 seguido de trinta zeros (um pouco mais de 330.000 vezes a massa da Terra). 

O diâmetro do Sol aproxima-se de 1.600.000 km; quase 110 vezes o diâmetro do nosso planeta. 

A temperatura, à superfície, ronda os 6.000ºC. e no núcleo, gerador da energia, é de 15.000.000ºC.

Na composição química do Sol destaca-se o Hidrogénio (92,1%) e Hélio (7,8%), ficando para os restantes componentes 0,1%.

A temperatura no núcleo (15.000.000ºC) e a pressão (340 biliões de vezes a pressão atmosférica na Terra ao nível do mar), são tão elevadas e intensas que originam reacções nucleares. 

A cada segundo, 700 milhões de toneladas de hidrogénio são convertidos em cinza de hélio e libertadas 5 milhões de toneladas de energia, que leva um milhão de anos a chegar à superfície.

O Sol está activo há 4,6 biliões de anos e tem combustível suficiente para continuar por mais 5 biliões de anos, antes de colapsar numa anã branca. 

No final da sua vida, expandir-se-á, crescendo tanto que engolirá a Terra. 

Poderá depois levar um trilião de anos a esfriar completamente. 

Podemos, e devemos, dormir sossegados!...

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